TESTE
por Suzane Carvalho

CHEVROLET CAMARO
O "MUSCLE CAR" DA GENERAL MOTORS




        UAUUU !...

        Foi essa minha expressão ao ver pela primeira vez o Chevrolet Camaro 2011 entrando em uma passarela para desfilar suas linhas elegantes e robustas, na apresentação que a General Motors fez esta semana aos jornalistas.



        O jeitão de cara brava com testa franzida e o design bonito e agressivo, somados ao motor V8 de mais de 400 cavalos e ao mito de ícone esportivo americano dos anos 70, fazem balançar o coração de qualquer amante de carros.
        Estou falando de um “Muscle Car”.



        Sabedora do impacto que o Camaro sempre causou, a Chevrolet fez questão de manter nesta 5ª geração, as principais linhas características do desenho original mas com uma nova expressão.

        O lançamento do Camaro foi em 1966, e se compararmos com a versão de 1968, podemos reparar que o carro manteve praticamente o mesmo desenho dos vidros laterais, e o dos aros das rodas é parecido com os modelos de 85 e 99. Os faróis redondos são emoldurados pela grade frontal retangular, e as quatro lanternas traseiras, também retangulares, os mostradores no console central e até o painel, têm um ar “retrô”.




        Mesmo tendo uma linha aerodinâmica moderna, arredondada e suave por cima da capota, podemos perceber que manteve tradição também ao manter alguns ângulos retos, que é o caso do para-brisas, dos retrovisores e da lateral traseira.

        Importado do Canadá, o Camaro, chegou a ter sua produção interrompida entre os anos de 2002 e 2007, quando voltou com força para competir com o Ford Mustang GT e Dodge Challenger SR T8.




        Apenas uma versão do modelo 2011 deste “Muscle Car” está vindo para o Brasil e foi apresentado aos brasileiros no início do mês durante o 26º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo: a SS, que é a mais completa de todas.

        Tive a oportunidade de dirigir o Camaro no Campo de Provas da GM em Indaiatuba, interior de São Paulo, e até olhado através do retrovisor, de dentro para fora, o carro é bonito!


        Na pista de baixa velocidade montada com cones, foi muito fácil controlá-lo, mesmo abusando. Fiz o que quis, e coloquei o carro onde quis sem nenhum problema.

        Já na parte da alta, quando usei todo o torque, achei que o carro transferiu peso mais que o desejado. A suspensão é do tipo Multi-link e independente tanto na dianteira como na traseira, com molas helicoidais e amortecedores, mas achei que não evoluiu tanto quanto o design. Talvez devido a altura livre em relação ao solo, de 15,6 cm, um pouco alta para um esportivo, mas que visa enfrentar com conforto as ruas e estradas brasileiras.
        A configuração da suspensão do V8 que está disponível para nós é diferente da do V6, que tem braços um pouco mais curtos.





        Falando em “músculos”, o ronco do motor que está sob a sobresalência no capô, é uma delícia. É um V8 de 6.162 cm3 que gera 406 cavalos de potência a 5.900 rpm, e tem um torque de 56,7 Kgfm a 4.600 rpm.
        Segundo a GM, acelera de 0 a 100 Km/h em 4.8 segundos mas tem a velocidade máxima limitada eletronicamente em 250 Km/h.

        Em velocidade baixa, entra em ação um sistema de desligamento de cilindros, em que 4 dos 8 cilindros param de funcionar quando a injeção percebe pouca demanda de potência, fazendo com que o carro gaste menos combustível e tenha menor emissão de poluentes, enquanto você estiver em trânsito pesado.



        O câmbio é automático ou sequencial de 6 marchas com possibilidade de troca na borboleta atrás do volante ou no trambulador.
        A tração traseira o deixa mais gostoso de guiar, já que nos dá a chance de ter maior controle sobre o carro.

        Fazer parar seus quase 1.800 Kgs a uma velocidade de 100 Km/h foi uma tarefa fácil para os imensos freios com discos ventilados da Brembo, que são bastante eficientes. Têm 35,5 cm de diâmetro, 3,2 cm de espessura e seis pistões na dianteira e 36,5 cm de diâmetro, 2,8 cm de espessura e quatro pistões na traseira.
        Sente-se o ABS entrar em ação, mas o carro não pula e mantém sua trajetória.


        As rodas são de alumínio de 20 polegadas – de tala 8’ na dianteira e 9’ na traseira. Calçando as rodas estão os pneus Pirelli de perfil baixo, 245/45 ZR20 na dianteira e 275/40 ZR20 na traseira.


        O habitáculo mantém o clima esportivo, mesclando modernidade com tradição.
        No console central, além dos controles do som e do ar condicionado, vão quatro outros marcadores em formato retangular, que medem a pressão e a temperatura do óleo, a voltagem da bateria e a temperatura do fluido da transmissão de marchas.



        O volante é tecnológico. Além dos botões para troca de marcha, tem ajuste de altura e profundidade, do piloto automático e controles do som.

        No painel, com iluminação azul, à esquerda fica o velocímetro e o marcador de temperatura do motor. À direita, fica o conta-giros e o indicador do nível de combustível, e no centro, a tela de cristal líquido com as informações do computador de bordo, com 7 funções.



        Um sistema chamado de HUD (Head Up Display) projeta no vidro algumas informações do painel, que podemos escolher, como velocidade e giro, ou estações de rádio. Com isso, o motorista não precisa tirar os olhos da estrada para ter essas informações. Achei funcional e não me confundiu.

        Os bancos são em couro e o do motorista tem 8 regulagens elétricas. O do passageiro, só duas.


        O espaço para quem vai atrás não chega a ser apertado, mas é limitado.
        Tem um bom porta-malas, de 320 litros, que tem acesso também pelo banco traseiro.

        O Camaro SS vem ainda com controle de estabilidade e de tração, e é oferecido em 5 cores bem definidas: branco, preto, amarelo, vermelho e prata.

        Como acessórios, tem uma capa de revestimento do motor, revestimento interno das portas em resina especial com leds, e também faixas decorativas externas.
        Para dar um “quê” de exclusividade, a GM pensou em limitar a venda do Camaro em 50 unidades/mês. Mas esse número foi batido imediatamente, já que em um mês e meio, foram vendidas todas as 350 unidades trazidas para o Brasil. Outros 100 amantes do Camaro já estão na fila de espera do segundo lote que chegará em breve.

        Pagar R$ 185.000,00 por um carro esportivo, famoso, potente e tradicional, é um sonho cada vez mais realizado pela classe média alta brasileira.

        A GM oferece ainda para o Camaro, uma garantia de 2 anos sem limite de quilometragem, incluindo a mão de obra das revisões de 10 e 20.000 quilômetros, e alguns itens como filtros de óleo e ar-condicionado e palhetas do limpador de para-brisas.








Outubro de 2010


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