TESTE
por Suzane Carvalho

2.000 KM COM O NOVO DOBLÒ ADVENTURE LOCKER 1.8
NA CIDADE, NA ESTRADA E NA PISTA



      Foi uma surpresa agradável testar essa multivan.
      Minha maior expectativa e satisfação ficaram por conta da suspensão.
      Mesmo com altura mínima do solo de 22.3 cm e eixo rígido na traseira, a estabilidade me impressionou.
      Exigi bastante do carro nas curvas de alta e baixa do Autódromo de Jacarepaguá, e ainda assim, se manteve sempre com os 4 pneus em contato com o solo. Subi e desci a serra da Grota Funda, no Rio de Janeiro, sem derramar o café que estava no porta-copos da porta.
      As molas, barras estabilizadoras e amortecedores formaram um conjunto que deixaram o carro confortável e equilibrado, mesmo quando cheio e pesado.

    Outra coisa que me surpreendeu, foi o desempenho. O carro pesa 1.455 Kg vazio, e o motor transversal dianteiro com 4 cilindros em linha e apenas 8 válvulas, 114 cavalos (112 com gasolina), torque de 18,5 Kgfm a 2.800 rpm, taxa de compressão a 10,5:1 e injeção multiponto sequencial correspondeu muito bem aos testes submetidos.
      Excelente torque a baixa rotação, sugerem força para sair do lugar e transporte pesado.

      Além do mais, o motor é tão silencioso e sem vibração, que deu um conforto que me fez lembrar um carro elétrico, principalmente quando parada em sinais. Por algumas vezes cheguei a conferir se estava mesmo ligado.







      A relação da 2ª marcha é bem curta, o que ajuda em subidas com o carro pesado. Já a 3ª, é bastante longa, evitando trocas constantes no trânsito urbano.

      O espaço interno é abundante. Deu para carregar kart, barracas, cones, jogos de pneus, 5 sobrinhos (todos utilizando o cinto de segurança) e muitas malas, pois temos 665 litros para a bagagem.

      A altura interna permite transporte de equipamentos grandes e melhor circulação de ar dando maior sensação de conforto aos ocupantes mesmo com o carro cheio. Tudo cabe dentro dele. E você não encontrará nenhum problema para carregar os altinhos da família. O 6º banco na terceira fileira vem de série.

      Se reclinarmos os bancos, o volume de carga sobe para 2.915 litros. Na versão Cargo, esse volume é de 3.200 litros.

      Precisa de mais espaço? Você pode ainda utilizar o rack que é opcional.


      A posição de dirigir é alta, com regulagem de altura do volante e pernas dobradas a 90º, o que deixa o motorista com total visibilidade do piso que está à sua frente.

      O para-sol não é tão funcional quanto seu tamanho, pois seu formato curvo tira a claridade apenas do olho direito para o motorista. E se baixarmos muito, tira a visibilidade à frente.

      O porta-objetos sob o teto dianteiro, acima do retrovisor central, é tão grande que acho que vale colocar um fechamento para aproveitar todo seu espaço. Só não podemos esquecer da temperatura elevada que fica o local, por estar na capota.

         


      As aletas do ar-condicionado são giratórias em 360º e excelentes para serem colocadas na altura e direção que desejarmos.

      Já o desembaçador para os retrovisores laterais não é tão eficiente.

      Se você estiver utilizando o limpador de para-brisas e engatar a ré, o limpador traseiro é ligado automaticamente.

      Acima do retrovisor central, temos bússula e inclinômetro transversal e longitudinal.

      A chave da ignição é codificada e o motor só é desbloqueado se o código for reconhecido pelo sistema.





      O cabo de acelerador foi substituído pelo sistema Drive by Wire. A abertura da borboleta é gerenciada por uma central eletrônica e a pressão no pedal é transmitida por impulsos elétricos, evitando solavancos em acelerações bruscas. Os caronas agradecem.



      No lado externo, o carro tem um visual “cross” arrojado, com estribos laterais e molduras nas caixas de roda.

      Os retrovisores imensos, estilosos e eficientes, são na cor do carro e têm luz indicadora de seta incorporada.

      As portas deslizantes de ambos os lados o deixa mais prático tanto para a entrada de passageiros em estacionamentos, como de carga.

      Aventureiros certamente rodam à noite. Os faróis polielípticos com dupla parábola são bastante eficientes e a regulagem de altura é bastante fácil e útil, já que a altura do carro muda quando está carregado. As luzes de neblina e de profundidade vêm de série.

      Na área de segurança, barras de proteção nas portas e longitudinais no teto.

      O freio a disco na dianteira e tambor na traseira também foi eficiente mesmo quando quente, e o ABS entra em ação tão logo o pedal do freio é acionado.

      A visibilidade lateral é excelente devido a grande área envidraçada e aos retrovisores enormes. Já a visibilidade traseira, fica um pouco prejudicada pela largura da coluna da porta traseira bi-partida.







     SISTEMA ADVENTURE LOCKER

      Ele anula a função do diferencial sendo útil para condições de piso com pouco atrito como grama molhada, areia, barro.

      Você pode utilizá-lo quando ocorrer a perda da tração de uma das rodas dianteiras, fazendo então com que as duas rodem na mesma velocidade e força. Isso é muito usado em carros de corrida, já que o raio do lado de dentro de uma curva é menor que o raio do lado de fora. Mas no caso do Novo Doblò, o sistema não é automático e deve ser acionado manualmente e com o carro parado, quando você se deparar em uma situação em que seja preciso usá-lo. Aprovei o sistema conseguindo subir uma estrada de terra cheia de pedras, que sem o sistema acionado, o carro não subiu. Esse blocante funciona apenas até 20Km/h quando então se desliga automaticamente.

      Apesar de parecer assustadora, a troca de pneu é bem simples, sendo fácil retirar o estepe que fica na porta traseira com uma chave de formato exclusivo, antifurto. O macaco é forte e resistente, e não é preciso fazer esforço para subir o carro.





      Minha decepção ficou com o consumo. Dependendo da situação e combustivel utilizado, ficou entre 5,1 e 8,1 Km/l. Com um tanque de 60 litros, a autonomia ficou entre 331 e 486 quilômetros. (veja tabela abaixo)

      Ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos, brake-light, volante com regulagem de altura, computador de bordo e rodas de liga-leve são equipamentos de série para este modelo.

      O banco de couro é opcional, e o kit HSD, que é composto pelo duplo air bag e ABS, é oferecido pela montadora por R$ 3.000,00 e acho que o comprador deve incluí-lo ao preço do carro sem pestanejar, pois estes dois itens aumentam substancialmente a segurança.



      Os pneus Bridgestone Dueler A/T 205/70/15 de uso misto são excelentes, mas se sua preferência for rodar na cidade ou em estradas com boas condições, vale trocá-los pos pneus apropriados para asfalto e que ocasionem menos atrito, o que ajudará na economia de combustível.

      O Doblò, que já deixou de ser “um carro esquisito” e virou um grande sucesso de vendas, com mais de 90% do mercado em seu segmento, além de funcional, ficou com visual agradável. Vale a dica de também aumentar o aro para 17”, o que o deixará ainda mais estiloso.

      São 6 as versões oferecidas pela FIAT para o Novo Doblò, com motor 1.4 litros de 86 cavalos e 1.8 de 114, sendo duas as versões de carga, e 12 cores.

      O preço sugerido para a versão testada é de aproximadamente R$ 61.000,00.
      A versão básica mais barata, com motor 1.4l, fica em R$ 49.500,00, sendo que o cargo 1.4 pode ser adquirido por até R$ 40.000,00.


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Fotos: Suzane Carvalho, Marcelo Moreira, Sylvio dos Santos Jr, João Mendes


Janeiro de 2010


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