APRESENTAÇÃO
por Suzane Carvalho

LANÇAMENTO MUNDIAL DO C3 AIRCROSS, NOVO MODELO DA CITROEN



        180 milhões de euros e 1 milhão de quilômetros rodados foram investidos no desenvolvimento do novo monovolume compacto aventureiro – “SUV Compacto Premium” - da Citroën, o Aircross.
        Desenvolvido no Mercosul para a América Latina, principalmente Brasil e Argentina, este modelo está sendo fabricado na unidade de Porto Real da Citroën, no estado do Rio de Janeiro.
        Este pequeno aventureiro veio para competir principalmente com o EcoSport, com o Crossfox e com o Idea Adventure.
        O objetivo da Citroën foi fazer um carro de “espírito aventureiro”, com vocação esportiva, mas com padrão requintado, modernidade e elegância.



        DESIGN
        De estilo “quadradinho”, mas de linhas bastante arredondadas, visual robusto e muitos detalhes externos, o que mais chama a atenção à primeira vista, é o rack em alumínio que começa no capô, sobe pelo para-brisas e segue até o final da capota.

        Então se percebe que o para-brisas é em três partes, ampliando o ângulo de visão de quem vai na frente.

        Achei-o um show de design externo e interno. Estiloso, é todo emoldurado com cromados: nos para-choques, faróis, estribos, rack, retrovisores e maçanetas.


        A plataforma é a mesma do C3. Suas medidas no entanto, maiores, o que o torna 154 Kgs mais pesado. É 42,9 cm mais comprido, 5,6 cm mais largo, 17,8 cm mais alto e tem o entre-eixos maior em 8 cm.

        As rodas, chamadas de “Buggy”, são diamantadas e exclusivas para o modelo. Vem com pneus Pirelli de uso misto medindo 205 x 60 x 16".




        O estepe fica do lado de fora da porta traseira, que é aberta manualmente e para cima, e é destravado através de comando elétrico para só depois abrir manualmente e soltar o parafuso com segredo. Menor probabilidade de roubo.


        O break-light é incorporado ao pequeno aerofólio traseiro, e o vidro é quase uma bolha.

        O carro todo tem muitos detalhes externos, o que eu acho bastante interessante. Os lavadores de carro é que não devem gostar muito, principalmente quando pegarem um que se aventurou pela terra.


        Para alguns, ele ficou parecido com o Soul, da Kia, mas lado a lado, vemos que há bastante diferenças.



        DESEMPENHO
        Quem compra um carro do tipo “aventureiro”, mesmo que seja para se aventurar em meio ao tráfego, normalmente anda com ele carregado, seja de gente ou de bagagens, e em pisos não tão perfeitos. E para tal, uma suspensão alta, relação de marchas curta e pneus de uso misto fazem a fórmula.

        A única versão de motor disponível para o Aircross é a 1.6, 4 cilindros, 16 válvulas, multiponto, flex. Com gasolina, rende 110 cavalos a 5.800 rpm e tem torque de 14,5 Kgfm (142 Nm) a 4.000 rpm. Com álcool, ganha 3 cavalos e tem torque de 15,8 Kgfm (155 Nm) a 4500 rpm.
        Tem um torque maior em relação ao C3 por causa do encurtamento da relação do diferencial. A relação de marchas é também mais curta, em 15%.
        Em 5ª marcha, a 2.800 giros ele está a 90 Km/h e a 3.000 giros, a 100 Km/h.

        Os pneus Pirelli Scorpion 205/60 R16 para uso misto (50% terra e 50% asfalto) foram desenvolvidos exclusivamente para este modelo. Com esses pneus, a altura mínima do solo é de 23 cm.

        Apesar de transferir bastante peso para a frente durante uma frenagem, por causa de sua altura, ela é bastante eficiente.

        INTERIOR
        Todo pretinho, com detalhes cromados, e agradável, o espaço interno é melhor que no C3, já que além de mais alto, é mais largo e tem entre-eixos mais longo.
        Os engenheiros deram uma atenção especial ao isolamento acústico. O motor recebeu tratamento fono-absorvente, os vãos da estrutura foram preenchidos e as portas receberam juntas duplas. O para-brisa é acústico, com lâmina antirruído.


        O painel, com bastante formas cilíndricas foi inspirado em painéis de aviões e mostradores de relógios de pulso. No centro, são 3 vezes 3 círculos: inclinômetros, saídas do ar-condicionado e controles do som. O painel do motorista também é em 3 círculos: mostradores de velocidade e giro analógicos e o terceiro, digital, com mostrador de nível de combustível, e computador de bordo. Alguns detalhes são em plástico preto brilhante.

        O volante, além de bonito e de boa empunhadura, tem regulagem de altura e profundidade.

        Tem comando das 4 janelas na porta do motorista, espelhinho retrovisor central para vigiar o banco de trás, além de apoio de braço para os bancos dianteiros. Do lado do motorista, acho esse acessório totalmente dispensável, mesmo porque, o cotovelo fica batendo nele e atrapalha para usar o freio de mão.



        O banco do motorista tem regulagem de altura e o banco traseiro é bi-partido, rebatível em 1/3, 2/3 ou 3/3 aumentando o espaço do porta-malas que é alto e pode chegar ao volume de 1.500 litros com o banco todo rebatido ou 403 litros na posição original.
        Para quem vai atrás, o espaço é generoso e tem mesinhas do tipo avião.
        Eu havia sentido falta de mais porta-trecos até abrir o imenso porta-luvas e encontrá-lo lá dentro.





        EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS

        São 3 versões de acabamento: GL, GLX e Exclusive.
        Com mecânica e motorização igual em todas elas, as diferenças são apenas de acabamento e quantidade de equipamentos.
        A GL vem com roda de aço enquanto GLX e Exclusive com rodas de liga leve. Na GL, o pequeno aerofólio traseiro é ainda menor.

        Vejamos os equipamentos de série:
        GL – ar condicionado, computador de bordo, vidros dianteiros e retrovisores com acionamento elétrico, abertura das portas com acionamento à distância, barras de teto longitudinais, pára-choque dianteiro e traseiro na cor do veículo, estepe com dispositivo antifurto, porta-malas com travamento elétrico, cintos de segurança dianteiros com regulagem de altura, entre outros. Não tem opção de air-bag nem de ABS.

        GLX – Além dos equipamentos da versão GL, possui rodas de liga leve Buggy, bússola, inclinômetro (horizontal e vertical), vidros traseiros também elétricos, faróis de milha e neblina, regulagem de altura do banco do motorista, sistema de som com Rádio/CD mp3 com 4 auto-falantes e entrada para iPod com controle no volante e banco em tecido com veludo. Não tem opção de EBD.

        Exclusive – os mesmos do GLX, mais ar condicionado digital, bancos de couro com malha, airbag dianteiro duplo, ABS + EBD, limitador e piloto automático, volante em couro e com regulagem de altura e profundidade, apoios de cabeça com regulagem de altura, sistema de áudio/CD Pioneer que toca arquivos MP3 e WMA e kit viva voz Bluetooth com 6 auto-falantes, entradas USB e jack para o som.





        Sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático de faróis, sensor de chuva, airbags laterais, limpadores de para-brisas indexados à velocidade e o GPS integrado com tela de 7” colorida, são opcionais somente para o Exclusive.


        DIRIGIBILIDADE
        Com mais de um milhão de quilômetros rodados em testes, foram realizadas inúmeras missões no Brasil para o desenvolvimento deste carro, sempre levando em conta fatores como robustez, durabilidade, confiabilidade e eficácia técnica, segundo afirmou Christophe Happe, responsável pelo projeto.





        Está gostoso dirigir o Aircross.

        A direção é hidráulica e o câmbio é mecânico de 5 marchas não tendo versão com câmbio automático, por enquanto. Só ano que vem.

        Apesar de alto, com altura mínima do solo entre 23 e 24 cm, o entre-eixos mais longo e o conjunto da suspensão fazem com que o Aircross tenha uma boa estabilidade.
        Na frente, a suspensão é independente, tipo McPherson, com molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados. Na traseira, o conjunto é formado por uma travessa deformável, com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora. Os amortecedores têm stop hidráulico.

        Aprovei o para-brisa panorâmico que aumenta significativamente o ângulo de visibilidade para curvas à esquerda.

        Freios a disco, somente na dianteira, enquanto na traseira, é tambor.

        SUSTENTABILIDADE
        Seguindo a tendência da preocupação ambiental e sustentabilidade, o Aircross tem 85% de seu material reciclável, e de seus 1.300 Kgs, 20 são feitos de material “verde”, como por exemplo, o tampão do porta-malas que é feito de fibra natural e os carpetes que são de PET reciclado.

        VENDAS
        As vendas dos principais concorrentes do Aircross, o Ecosport, o Crossfox e o Idea Adventure, somam um montante de 110.000 veíulos/ano. A Citroën acredita em seu pequeno aventureiro e projeta um crescimento nas vendas da empresa de até 32% para 2011, sendo 24.000 Aircross.

        12 anos de garantia contra corrosão e 3 anos de garantia para peças é oferecido pela Citroën para todos os compradores do Aircross. Mas quem comprar até o dia 31 de dezembro, ainda ganha as 3 primeiras revisões de presente.

        São 7 cores interessantes, sendo 6 metálicas: branco, prata, cobre, marron, verde, preto e vermelho.

        A versão GL foi anunciada por R$ 53.900,00. A GLX, com duplo airbag, rodas de liga leve e controles do rádio no volante, por R$ 56.400,00 e a Exclusive, com banco de couro, GPS e sensores auxiliares, por R$ 61.900,00.






        EXPEDIÇÃO AIRCROSS
        Da campanha de lançamento do AirCross fará parte uma expedição de 7.000 quilômetros pelo Brasil que contará com 10 participantes escolhidos pelo site http://www.expedicaoaircross.com.br. Se você praticar algum esporte radical, pode se candidatar. E então terá que convencê-los em video, de que você é a pessoa ideal para passear de Aircross pelo Brasil.
        Essa expedição terá a duração de um mês e virará um reality show. Os participantes, além de passear durante um mês pelo interior com tudo pago, contarão com chefe de cozinha, um produtor musical e uma equipe de antropólogos.
        A expedição tem inspiração no fundador da empresa, André Citroën, que fez diversas expedições para divulgar seus modelos nas décadas de 20 e 30.


fotos: Studio Cerri


          NOTAS:

        - A fatia de mercado da Citroën no Brasil é de apenas 2,5%

        - A projeção inicial da Citroën é que o Aircross venda 2.000 unidades/mês ampliando esta participação para até 3,5%.

        - O presidente da Citroën do Brasil, Ivan Ségal, diz que a entrada da empresa em um novo segmento de automóveis é estratégica para aumentar suas vendas

        - No primeiro semestre de 2009 foram emplacados no Brasil, 31.639 carros da Citroën, entre automóveis e comerciais leves (micro-ônibus e furgão). Em 2010, esse número cresceu 14,56%, somando 36.246 veículos emplacados

        - Com o lançamento do Aircross, a marca pretende vender mais de 85.000 unidades em 2010, um crescimento de 24% em relação a 2009.

        - Até o final do ano, a empresa terá um total de 150 concessionárias espalhadas pelo país

        - De 2009 para 2010 a PSA teve um crescimento de 35% em unidades vendidas. Na América Latina esse crescimento foi de 9% e no Mercosul, de 17%.

        - Nos últimos 12 meses o crescimento da Citroën no mundo foi de 17%, sendo que no primeiro semestre deste ano, seu faturamento na China aumentou 60%

        - De janeiro a julho foram vendidos no Brasil 1,882 milhão de veículos, incluindo caminhões e ônibus o que fez com que o país volte a ser o quarto maior mercado de veículos do mundo


Setembro de 2010


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