VIAGEM-TESTE
por Suzane Carvalho


J3, UM CHINÊS "ABRASILEIRADO"



        Tive meu primeiro contato com o J3 no dia 11 de março, após a coletiva de imprensa realizada na cidade de Campinas, em SP.
        Peguei o carro e ele estava com apenas 141 Km rodados. Rodei 74, deixando-o com 215.


        O que esperar de um carro chinês pequeno, mas completo, e que custa R$ 37.900,00? Bem, antes de mais nada, é preciso dizer que ele é 100% chinês, porém, o design é desenvolvido nos Estúdios Pininfarina, em Torino, na Itália, seu motor foi projetado pela AVL austríaca, a suspensão foi desenvolvida pela inglesa Lottus, o painel é da Visteon, os bancos da Johnson Control, os amortecedores da Tokico, os freios são Bosch e a injeção é Delphi. E que tudo isso junto passou por um Centro de Pesquisa em Tóquio, no Japão.

        Além do mais, 242 itens do carro original chinês foram modificados para que ele se adeque ao trânsito e ao gosto do consumidor brasileiro. Da relação de marchas a densidade do estofamento, passando pela qualidade do som. Por isso podemos dizer que é um “chinês abrasileirado”


        Por R$ 37.900,00 o J3 vem com ar-condicionado, direção hidráulica, duplo air bag, vidros, retrovisores e travas elétricas, freios ABS de 8ª. geração com EBD, faróis com regulagem de altura, farol de milha, luz de neblina traseira, brake light, volante com regulagem de altura, alarme, chave com controle remoto, sensor de estacionamento traseiro, rodas de liga leve aro 15”, MP3 Player para CD com USB, 6 bons autofalantes, e o melhor, suspensão traseira independente.

        Como pode ver, quem compra um J3, não é preciso sonhar com os opcionais. Eles são de série. Na verdade, você tem como opcional, uma cor metálica, que pode ser prata, cinza, vermelho ou azul, por R$ 990,00 a mais. As outras são o branco, preto e vermelho.
        Os bancos originais são de veludo, e os de couro são oferecidos como acessório.


        Repare no design interno. É moderno e bem trabalhado. Parte do material interno é plástico leve.
        Mas achei-o um carro bastante robusto.

        Mede 3 metros e 96 (é parecido com o Agile), e no porta-malas cabem 350 litros.
        O banco traseiro é bi-partido e dá para abaixar, deixando um grande compartimento para carregar bagagem.
        Tem setas também nas laterais do carro.
        O sedã Turin, tem 140 litros a mais de volume no porta-malas, é 19 cm mais comprido, mas pesa somente 40 Kgs mais que o hatch. No tanque de combustível de ambos cabem 48 litros.

        Prometendo que as revisões e as peças sejam os mais baratos do Brasil, a JAC Motors oferece ao J3, 6 anos de garantia sem limite de quilometragem, o que o faz ter uma “relação custo/benefício imbatível”, segundo Sergio Habib, seu importador oficial.

        CONFORTO
        O espaço para o motorista é bom.
        Tem regulagem de altura do volante e controle das 4 janelas pelo motorista.
        Os comandos estão bem à mão.

        A iluminação do painel é azul e não tem regulagem de luminosidade. Os bancos são de veludo preto e o ar-condicionado é forte.

        Para quem vai atrás, a capota é um pouco baixa, mas como os bancos também são baixos, não chega a incomodar. . O espaço para as pernas é bom. O cinto de segurança é de 3 pontos para quem vai nas janelas, e no meio, é de dois pontos. Não tem regulagem de altura do cinto do motorista.
        O som que vem com o carro é ótimo, com 6 bons alto-falantes, com CD player que lê MP3 e entrada USB.
        Não tem espelhinho no para-sol do motorista, só no do passageiro. Mas não é nada que uma boa fita dupla face não resolva.



        EQUIPAMENTOS
        Aqui a lista é grande.
        Tem conta-giros, farol de milha, farol de neblina traseiro, break light, desembaçador e limpador com temporizador no vidro traseiro, limpador de para-brisas com 3 velocidades, sendo a primeira com sensor. Aliás, a palheta do limpador de para-brisas é muito boa. Já a do vidro traseiro, não.

        Tem também sensor de estacionamento traseiro, mas faltou uma luz dentro do porta-malas. No Turin tem.



SUSPENSÃO TRASEIRA

        DIRIGIBILIDADE
        Assim que saí com o carro, fui para umas ruas internas e fechadas onde pude testar o que mais estava curiosa, e achei interessante nele: a suspensão traseira independente.
        Fiz umas curvinhas, e a traseira vem junto. Não escorrega nem pula quando tem irregularidades, pois um lado trabalha separadamento do outro. Esse é um fator que ajuda muito na segurança.
        A suspensão traseira é dual link independente com as tradicionais molas helicoidais e, claro, amortecedores. A dianteira é também independente, do tipo Mc Pherson, com molas e barras estabilizadoras. Os pneus são os GT Radial Champiro 128 de medidas 185 x 60 x 15” montados em rodas de liga leve (alumínio).

SUSPENSÃO DIANTEIRA


        Fora os primeiros dois quilômetros, andei os outros 72 Km do teste debaixo de muita chuva.
        Posso dizer que me senti segura. O carro aponta bem, e curva bem. É “gostosinho” de guiar. Forcei a frenagem no molhado, e ele manteve sempre a trajetória e não aquaplanou em nenhum momento.

        A visibilidade enquanto se dirige é muito boa devido aos excelentes retrovisores mesmo tendo o vidro traseiro pequeno.
        Para estacionar, a visibilidade não é assim tão boa por causa da coluna traseira que é bem larga, mas em compensação, tem sensor de estacionamento traseiro.

        Achei a pegada do volante estranha, pois o achei um pouco fino, lembrando carros mais antigos. Como a direção hidráulica é boa, se o volante fosse mais grosso, daria ao motorista uma maior impressão de robustez. Já o diâmetro do esterço é bom.



        A 2ª marcha é um pouco longa, tendo que colocar a 1ª quando em trânsito pesado. Em 5ª marcha, a 3.000 rpm ele está exatamente a 100 Km/h.

        A montagem do carro é muito bem cuidada, com um bom protetor de cárter. Procurei, mas não achei folgas em fios ou mangueiras. Estava tudo muito bem ajustado.

        Ele tem ABS (que não deixa as rodas travarem) de 8ª geração com EBD (que equaliza a frenagem entre as rodas), duplo air-bag na frente, e barras de proteção nas portas.

        Ficarei devendo a frenagem no seco, luminosidade dos faróis, consumo e autonomia.


        DESEMPENHO
        O motor é 1.4 cc (1.332 cm3 reais), DOHC VVT, que quer dizer, com duplo comando variável das 16 válvulas de admissão. O tempo de abertura e fechamento das válvulas é variável.
        Tem 108 cavalos a 6.000 rpm e torque de 14,07 Kgf. A taxa de compressão é de 10,5:1 e o acionamento do motor é por corrente, e não correia.

        O motor do J3 tem o diâmetro do pistão igual ao curso que ele percorre dentro do cilindro. Claro que diversos fatores definem o desempenho de um motor, mas à princípio, quanto menor o curso, mais rápido ele subirá de giro, aproveitando melhor a potência, que nesse caso está a 6.000 rpm. Com o diâmetro e curso equilibrados, podemos dizer que o motor tem um desempenho equilibrado, aproveitando o torque em baixa rotação e a potência em alta. Isso ajuda a economizar combustível também.
        Ele é leve, pesando apenas 85 Kgs, pois é de alumínio e não de ferro. Tem uma bobina por cilindro, em cima de cada vela, o que ajuda a ter uma queima de combustível mais eficiente.



        Como peguei muita chuva, não deu para fazer de 0 a 100 Km/h, que segundo a fábrica, e feito em 11,7 segundos. Mas pude fazer retomada em 4ª marcha, que de 60 a 100 Km/h, ficou em 12.12 segundos. Foi em apenas uma passagem, já que as estradas ao redor de Campinas estão sempre subindo ou descendo, e foi difícil encontrar uma reta plana.






CLIQUE AQUI para ler sobre os planos da JAC Motors para o Brasil.


20 de março de 2011


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