VIAGEM-TESTE
por Suzane Carvalho


CHEGOU A MINI-VAN DA JAC MOTORS
Teste de 100 Km

fotos: Claudio Larangeira e Suzane Carvalho



        Com versões de 5 e de 7 lugares, chega ao mercado o J6, mini-van da JAC Motors, terceiro modelo da fabricante chinesa a desembarcar no Brasil.

        Ao apresentar seus produtos, o presidente da empresa, Sergio Habib, de cara defende seus carros: “Existem “chineses, e chineses”, e o nosso chinês é de excelente qualidade. Para chegar ao consumidor brasileiro, o carro rodou 1 milhão de quilômetros em testes, e após isso, foi inteiramente desmontado para análise de desgaste de material, e possíveis adaptações, que foram muitas.”


        A principal delas foi o próprio motor, já que a versão chinesa é equipada com um 1.800cc da Mitsubishi, enquanto que o modelo brasileiro chega com um 2.0 da própria JAC. Em consequência, o câmbio também é outro. Se mudou motor e câmbio, evidente que diversos outros itens como filtros, bombas, suportes, sistema de arrefecimento e até grade dianteira também foram modificados. Na China também não existe a opção de 7 lugares para o J6. E visando maior segurança, o conjunto mola/amortecedor ficou um pouco mais duro.

        O sistema de escapamento foi retrabalhado e a vedação dos vidros foi também melhorada.


        APRESENTAÇÃO
        Com desenho italiano, desenvolvido pelo Estúdio Pininfarina e pelo Centro de Design da JAC, em Turim, e interior desenhado no Japão, o J6 chega com intenção de ser líder em seu seguimento.
        Tem o maior porta-malas da categoria, e dependendo do interesse do dono, pode ser um carro familiar que leva até 7 pessoas, ou de transporte, com um espaço que chega a 2.200 litros.

        A diferença de preço entre o de 5 lugares e o de 7, é de apenas R$ 1.000,00.



        Vem bastante equipado: ar-condicionado, direção hidráulica, duplo airbag, controle elétrico dos vidros e dos retrovisores, que têm desembaçador, faróis de neblina tanto na frente quanto atrás, sensor de estacionamento, para-sol com espelhinho e luz dos dois lados, travamento automático das portas, alarme, travamento das portas com controle remoto, desembaçador e limpador traseiro, com temporizador, e carregador de 12 v fazem parte dos equipamentos.

        Os sete bancos têm ajuste de encosto individual, sendo que os da 2ª fileira também ajustam distância, e os da frente, ainda altura.
        O painel é simples, mas tem todas as informações necessárias e controle de luminosidade. O som é de boa qualidade, com seis auto-falantes, controles no volante, que é de couro, CD que lê mp3 e com entrada USB.

        Não tem bluetooth nem computador de bordo nem alavanca para abertura do porta-malas pelo motorista.
        Não tem também muitos porta-trecos, mas tem porta-óculos perto do retrovisor central e espaço para canetas e moedas.



        Uma vez sentada nele, achei o ajuste dos retrovisores, que fica acima da caixa de fusíveis, um tanto distante, já que é preciso tirar o corpo da posição para ajustá-los.
        Por outro lado, esta está em excelente posição e de fácil acesso. Lembre: se for sair à noite, leve sempre uma lanterna em seu porta-luvas. Assim, não terá problema em verificar os fusíveis, se necessário for.

        Tem apoio para o braço direito do motorista, que no entanto é fixo e não rebate. Eu, pessoalmente, não gosto, pois meu braço não fica na posição natural e atrapalha no caso de uma manobra de emergência em que seja preciso utilizar o freio de mão.



        Os cintos de segurança dianteiros têm regulagem de altura, assim como o banco, que mesmo em sua posição mais baixa, ainda achei alto. Talvez seja esta a diferença entre uma minivan e uma station wagon.

        Assim como no J3, as luzes em geral, são todas muito boas.

        Os retrovisores são ótimos, com ângulo do espelho bem acentuado. Aliás, a visibilidade toda é bem boa. A distância do para-brisas faz com que tenhamos a impressão de que o carro é bem grande e toda a área envidraçada do carro dá amplitude de visão.



        Para melhor aproveitamento interno, o step fica por baixo do carro.
        O compartimento do motor é muito bem organizado e o tanque de 68 litros certamente é uma comodidade para quem faz viagens longas.

        Na questão segurança, além de boa estabilidade e freios eficientes, tem barra de proteção lateral nas portas e no teto, e farol com regulagem de altura.

        Seu acabamento não é de luxo, o que tornaria o carro menos acessível, mas é funcional.

        Ele mede 4.55 metros × 1.77 de largura × 1.66 de altura. Seu entre–eixos é de 2.71 m.



        MOTOR
        O motor que equipa o J6 tem 1.997 cm3, 16 válvulas e é DOHC (duplo comando de válvulas no cabeçote).
        Tem potência de 136 cavalos a 5.500 rpm, torque de 19,06 Kgf.m a 4.000 rpm, taxa de compressão 10:1 e faz de 0 a 100 Km/h em 13,1 segundos.
        A velocidade máxima declarada é de 186 Km/h. O velocímetro vai até 220. Em meu curto teste, pude chegar a 150 Km/h .



        O carro pesa 1.500 quilos e como andei com outros dois jornalistas no carro, achei a retomada um pouco lenta, já que a potência e o torque estão em uma faixa alta para um motor que corta a 5.800 rpm.

        A relação diâmetro x curso do pistão é equilibrada com 85 x 88 mm, equilibrando também a relação torque/potência.

        O acelerador é eletrônico, mas estranho o fato de não ter batente no pedal, que continuo pressionando, procurando o final do curso.


        DIRIGIBILIDADE
        O J6 é um carro bem pesado, mas ao volante, dá impressão de robustez e também de segurança.
        O câmbio é bem parecido com o do J3. Os engates são justos e a relação das cinco marchas é bem escalonada. Não está previsto câmbio automático para ele.
        A suspensão é “durinha”, do tipo dual link na traseira e McPherson na dianteira. Mas o melhor mesmo é o fato de ter suspensão independente nas quatro rodas, o que o deixa com boa estabilidade.
        Ele tem também um “subframe”, que separa a carroceria do sistema de suspensão fazendo com que o carro tenha menos torção em curvas.



        Os freios são a disco ventilado na dianteira e disco sólido na traseira, com ABS e EBD.
        Mesmo sendo um carro alto e pesado, a frenagem de emergência com três pessoas no carro foi equilibrada e o carro não desviou da trajetória. O ABS está muito bem regulado e entra em ação na hora certa.

        Vem calçado com pneus chineses Giti Comfort 228 de medidas 205 x 55 x 16” em rodas de liga de alumínio. A versão Diamond, de 7 lugares, tem opção de vir com aro 17”.



        Diferentemente do J3, tem três opções de acessórios oferecidos pelas concessionárias: cor metalizada por R$ 1.190, rodas aro 17” por R$ 1.600 e bancos de couro por R$ 1.400,00.

        Destaque para a já conhecida garantia de seis anos dada pela JAC Motors que garante também as revisões e peças mais baratas do mercado.

        No dia de seu lançamento, 03 de agosto, já tinham sido vendidas 600 unidades do J6.



        OS CONCORRENTES
        Como empresário que não joga para perder, Sergio Habib pretende vender quase o triplo de J6 que seus concorrentes diretos Zafira, Gran Livina, C4 Picasso e Xsara Picasso.
        “Pretendemos vender de 1.000 a 1.500 unidades por mês do J6. É um modelo que traz ótima relação-custo benefício e o melhor custo de utilização do mercado. Possui também a maior capacidade de carga do país e o melhor espaço interno para todos os ocupantes, pois é o maior deles.”


        Em relação ao Grand Livina, por exemplo, ele tem mais motor (136 cv contra 125), mas perde para o C4 Picasso que tem 143 cv, mas que custa R$ 18.690,00 a mais.

MOTOR

POTÊNCIA

TORQUE

TANQUE

PESO

PORTA-MALAS

$

J6

2.0

136 cv @ 5.500 rpm

19,1 Kgfm @ 4.000 rpm

68 litros

1.500 Kg

198 a 2.200 litros

59.800,00

ZAFIRA

2.0

133 cv @ 5.600 rpm

18,9 Kgfm @ 2.600 rpm

58 litros

1.450 Kg

150 a nd

60. 891,00

GRAN LIVINA

1.8

125 cv @ 5.200 rpm

17,5 Kgfm @ 4.800 rpm

50 litros

1.293 Kg

123 a 964 litros

54.290,00

C4 Picasso

2.0

143 cv @ 6.000 rpm

20,4 Kgfm @ 4.000 rpm

60 litros

1,511 Kg

529 a 1775 litros

78.490,00



        Ficarei devendo o consumo para quando eu pegar o carro para um teste mais longo. E a praticidade na troca de pneu.

        Este deverá ser meu próximo carro, já que sou adepta às “peruas” desde o tempo da Belina.
        Minha preferência se dá por conta do espaço interno, suspensão independente e, claro, preço. Pretendo colocar amortecedores especiais e tirar o apoio central do braço, se possível.




05 de agosto de 2011


LEIA AQUI ALGUNS TESTES DE CARROS, MOTOS E CAMINHÕES FEITOS POR SUZANE

TESTE DA SUZUKI GSX 1300R HAYABUSA

TESTE DA YAMAHA TÉNÉRÉ 250

TESTE DE 100 Km DO J6, MINIVAN DA JAC MOTORS

1.500 KM COM O JAC J3 TURIN

TESTE DA HARLEY-DAVIDSON SOFTAIL DELUXE

HONDA HORNET 600 NA PISTA E NA ESTRADA

RANGE ROVER VOGUE TDV8 4.4

TESTE DO NOVO CARGO 1932 DA FORD

APRESENTAÇÃO/TESTE DA BIG TRAIL DA HONDA, XL 700V TRANSALP

EXPEDIÇÃO-TESTE COM O LUXUOSO OFF ROAD, LAND ROVER FREELANDER 2

APRESENTAÇÃO/TESTE DA HONDA VFR 1200F

TESTE DO JAC J3 HATCH

TESTE DO MERCEDES-BENZ CLASSE C 250 CGI

TESTE DO LAND ROVER DEFENDER

COMPARATIVO ENTRE 3 MODELOS DO FIAT IDEA

TESTE DO FIAT PUNTO 1.8

APRESENTAÇÃO DA HONDA SHADOW 750 2011

TESTE DA HONDA BIZ 125 FLEX 2011

TESTE DA SUZUKI GSX-R 1000

TESTE DO BRAVO, O NOVO HATCH ESPORTIVO DA FIAT

TESTE DO INSIGHT E DO CR-Z, OS MODELOS HÍBRIDOS DA HONDA

TESTE DO MUSCLE CAR DA GM, O CHEVROLET CAMARO 2011

TESTE DOS NOVOS MOTORES E.TORQ DA FIAT

APRESENTAÇÃO E TESTE DO CITROEN C3 AIRCROSS

TESTE DA HONDA CBR 1000RR FIREBLADE

TESTE DO CAMINHÃO ACTROS DA MERCEDES-BENZ

TESTE DO NOVO UNO ATTRACTIVE 1.4 NA ESTRADA

TESTE DA KAWASAKI NINJA ZX-10R

TESTE DO NOVO SORENTO

40 ANOS DO RANGE ROVER

30 ANOS DO GOL

TESTE DA YAMAHA XJ6N

TESTE DO SUPERESPORTIVO AUDI R8 V10

TESTE DO NOVO DOBLÒ

TESTE DO CHEVROLET AGILE

TESTE DA HONDA XL 1000V VARADERO

TESTE DO HONDA NEW FIT

TESTE DA HONDA LEAD

TESTE DA HONDA XRE300

TESTE DA HONDA CB300R

TESTE DO TOYOTA SW4 GASOLINA

TESTE DA HONDA VTX 1800C

TESTE DA YAMAHA DRAG STAR 650

TESTE DA YAMAHA XT660R

TESTE DA YAMAHA XTZ 250 LANDER