APRESENTAÇÃO
por Suzane Carvalho


VFR 1200F
A PRIMEIRA MOTO GRANDE DO MUNDO COM DUPLA EMBREAGEM E CÂMBIO AUTOMÁTICO*

* Sem querer discutir agora o que é câmbio “automático” ou “automatizado”, o fato é que ela muda de marcha sozinha.

fotos: Caio Mattos




        No ano em que comemora 40 anos de atuação no mercado brasileiro e 35 anos da instalação de sua fábrica em Manaus, a Honda traz para o Brasil a sua moto “top” em tecnologia, que está sendo lançada em todo o mundo.

        1ª motocicleta de alta cilindrada com transmissão automática e embreagem dupla, a Sport Touring VFR 1200F da Honda é linda de se ver, e melhor ainda de acelerar.
        Toda a moto foi desenvolvida para ser compacta, com baixo centro de gravidade, de fácil dirigibilidade, ter excelente aerodinâmica e desempenho.


        Tem motor de 1.227 cm³ OHC UNICAN, ou seja, com um único comando de válvulas em cada cabeçote. As válvulas de admissão são acionadas por cames (ou ressaltos) e as válvulas de escape, via balancins roletados, objetivando assim a compactação e redução de peso do motor.
        São 4 cilindros em “V” a 76°, 172,7 cavalos a 10.000 rpm e torque de 13,2 kgf.m a 8.250 rpm. A compressão é de 12,0:1.

        O escapamento é 4 x 2.


        A VFR 1200F é uma moto para quem quer o desempenho de uma superesportiva sem ter que ficar abaixado em cima do tanque por longo tempo, pois a vocação dela é estradeira, e 90% do torque já é aproveitado a partir de 4.000 rpm, o que significa que anda bem também em baixa velocidade.






        O câmbio é automático, com opção de trocas manuais.
        No modo manual, para trocar de marcha, não é preciso desacelerar. Como em um carro ou moto de competição, ou automático, é só ir puxando as marchas para cima ou para baixo. Com os dedos da mão, e não com o pé.

        Com um pequeno treino antes de sair com ela, não tive nenhum problema para me adaptar. Só demorei alguns segundos para acreditar que poderia engatar a 1ª marcha sem apertar a manete da embreagem, que não existe.
        Assim que saí, a reação natural foi procurar o pedal do câmbio para engatar a 2ª. Mas apenas por poucos quilômetros, e logo já comecei a desfrutar da troca de marchas nos dedos, que é bastante suave, pois tem dupla embreagem que é acionada eletronicamente (DCT – Dual Clutch Transmission).
        No modo automático, tem opção de modo Econômico ou Esportivo, e a qualquer momento é possível mudar de manual para automático e vice-versa.
        Tem ainda um módulo de função inteligente que analisa o estilo de pilotagem do piloto e reconhece os momentos de mudar as marchas.


        DUAL CLUTCH TRANSMISSION - SISTEMA DE DUPLA EMBREAGEM DCT
        A VFR 1200F é equipada com a primeira transmissão de dupla embreagem totalmente automática do mundo, para motocicletas de grande cilindrada. O sistema possui desenho leve e compacto e foi desenvolvida pela própria Honda.

        Mecanicamente, é semelhante às transmissões de dupla embreagem dos carros, que possuem mais espaço para sistemas de maiores dimensões. No entanto, em uma moto, o espaço é limitado, o que dificulta a utilização de transmissões iguais às dos automóveis. A distância do solo e a alteração do centro de gravidade da motocicleta em curvas são outros fatores limitantes.
        Para superar estes desafios, a transmissão de dupla embreagem da VFR 1200F utiliza dois eixos primários e embreagens hidráulicas em linha. As passagens hidráulicas do sistema estão localizadas atrás da tampa do lado direito do motor, originando um eixo de transmissão mais curto.



esportividade e vocação estradeira

        Ao contrário das transmissões de automóveis, que utilizam seletores independentes para engrenar as marchas, o sistema aplicado na VFR 1200F recorre a um tambor de mudanças típico para motocicletas, o que origina um mecanismo simples e mais compacto.

        Sua configuração utiliza embreagens independentes para as mudanças ímpares (1ª, 3ª e 5ª) e para as mudanças pares (2ª, 4ª e 6ª), respectivamente. Para realizar as mudanças, as embreagens trabalham alternadamente. Por exemplo, ao mudar da 1ª para 2ª marcha, o módulo de controle detecta o pedido de engrenar uma mudança mais alta e engrena a 2ª. Em seguida, libera a embreagem da 1ª e engrena a embreagem da 2ª, para realizar mudanças ininterruptas. Esta transição rápida permite realizar mudanças extremamente suaves e eficientes.



        DESIGN
        Os detalhes e acabamento são impecáveis.

        A carenagem de duas camadas (Dual Layer) foi patenteada pela Honda e tem algumas funções: além de passar um visual “clean”, cria uma coluna de ar que é aproveitada para melhorar a performance aerodinâmica, a estabilidade, e a refrigeração geral da moto.

        As fixações da carenagem não são visíveis, e não vemos nenhum parafuso, deixando-a “limpa” e sem pontos de resistência ao ar.

        Foi dada especial atenção para se obter ao máximo a centralização das massas para deixá-la com boa ciclística. O tanque de combustível também foi desenhado para dar ao motociclista melhor controle e dirigibilidade em qualquer condição.



        O desenho do para-brisas acompanha o desenho da moto tanto vista de frente quanto de traseira, e nos bonitos retrovisores rebatíveis, têm setas e lanternas em led.
        Os controles estão em boa posição, e a otimização do espaçamento entre os cilindros permitiram deixar o banco relativamente baixo, a 81,5 cm do chão.
        Como é uma moto feita para utilização em longos trajetos, houve especial atenção para opção de amarração de bagagem e bauletos, pois já vem com pontos de fixação para estes. O carona ganhou um banco não muito inclinado.



        PAINEL
        Painel, luzes traseiras e conjunto ótico dianteiro parecem ter forma de uma bola com asas e me lembraram a “Pomo de Ouro” da série Harry Potter. Aliás, a carenagem lateral também lembra uma asa, que é o logotipo da Honda, e o desenho do escapamento acompanha a idéia das asas com ângulo reto.

        De cada lado do conta-giros analógico, tem um display digital. O da esquerda mostra velocímetro e nível de combustível, e o da direita: temperatura, odômetro, relógio, termômetro, indicador e modo de marcha, relógio. Acima do conta-giros, nove luzes espia, incluindo as do sistema HISS e do ABS.



        CHASSI
        O chassi é do tipo “Diamond” em alumínio.
        A balança traseira é do tipo Pro-Link com curso de 130 mm com um amortecedor, e a suspensão, mono braço em alumínio.
        Na dianteira, a suspensão é garfo telescópico com curso de 120 mm e tem regulagem de pré-carga.
        A transmissão é por eixo-cardã, e não corrente, o que a faz rolar mais suavemente e sem vibração.



        A capacidade do tanque é de 18,5 l, sendo 6,4 da reserva.
        A distância entre-eixos é de 1545 mm e suas medidas são 2244 x 740 x 1222 mm, com altura mínima do solo de 128 mm.

        Seu peso seco é de 264 Kgs.

        As duas lâmpadas dos faróis são de 55w, e a VFR 1200F vem equipada com pneus Dunlop montados no aro 120 x 70 x 17” na frente e 190 x 55 x 17”atrás.

        A Honda diz que, mesmo com garupa e bagagem, é possível pilotá-la de modo esportivo.



        Achei o freio bastante eficiente e equilibrado.

        Na dianteira, são dois discos de 320 mm com pinças de seis pistões. Na traseira, disco de 276 mm e duplo pistão.
        Vem com Combined ABS, e caso você freie muito forte somente com o pedal do freio traseiro, o sistema não só não deixa travar as rodas, como também equilibra a frenagem, fazendo atuar o terceiro pistão dianteiro de cada disco.

        Tem também freio de estacionamento.



        Com a vinda da VFR 1200F, a maxi trail XL 1000V Varadero deixará de ser importada oficialmente.

        Segundo a Honda, o estoque de peças de reposição é suficiente para abastecer o mercado interno até que a fábrica no Japão retome o ritmo normal de suas atividades.
        A VFR 1200F chegará às concessionárias em abril, na versão “top” DCT, nas cores vermelha e preta metálicas. A pintura tem acabamento translúcido com profundidade, e custará R$ 69.900,00.

        A meta da Honda é vender 20 unidades por mês a partir de abril.

        A garantia é de apenas um ano, mas sem limite de quilometragem.



        Quando fizer um teste mais longo com a moto, poderei falar mais de seu comportamento na cidade e na estrada, além de dar velocidade máxima, consumo, e em quanto tempo ela faz de 0 a 100 Km/h.






28 de março de 2011


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