VIAGEM-TESTE
por Suzane Carvalho


SHADOW 750
CUSTOM DA HONDA MUDA E FICA MAIS BARATA


fotos: Caio Mattos



        A custom da Honda mudou e está mais elegante. Parece até que emagreceu. Na verdade está mais curta e mais estreita, mas o entre-eixos e o pneu dianteiro cresceram. E agora tem a opção de freios com C-ABS.


        A Honda começou a trazer a Shadow para o Brasil em 1997 quando ela tinha motor com 600cc. Teve seu grande “boom” em 2001 quando vendeu quase 4.000 unidades, mas viu sua venda cair ano a ano até chegar a menos de 1.000 em 2004 e 2005. Em 2006 ganhou então mais porte e o motor de 750cc e a venda voltou a subir para 2.800 unidades. Mas voltou a cair, até que ano passado foram vendidas apenas pouco mais de 1.100 unidades.


        Para recuperar terreno, sofreu mudanças no design, que agora está mais inspirado no estilo chopper e despojado, na ciclística, e ganhou versão com freios ABS, pois a intenção é deixá-la mais confortável e com visual mais “jovem”, já que 94% dos usuários a adquirem para substituir o carro, seja para trabalho ou passeio.

        Com para-lama e pneu dianteiro bem mais estreitos, e agora montado em aro 21“, ganhou em agilidade. O guidão e o banco também estão mais estreitos.

os modelos 2011 e 2010 vistos de frente

        Para dar o ar de elegância, tem bastantes cromados, como no motor e escapamento, guidão e parte do painel.        


        A forma de gota do tanque está mais acentuada e o painel simples, apenas com velocímetro e odômetro digital, continua acima dele. Tem luzes indicadoras do neutro, pressão do óleo, temperatura, setas, luz de diagnóstico da injeção eletrônica e pisca do H.I.S.S. (Honda Ignition Security System). As luzes de advertência de reserva e farol alto estão um pouco acima, na mesa superior da coluna de direção.

       



        Os retrovisores deixaram de ser redondos e agora são retangulares e a lanterna traseira também teve seu desenho atualizado.

        O entre-eixos tem 1m 65 cm, só 1,6 cm mais longo que o anterior, mas a moto ficou 7,3 cm mais curta, ficando agora com 2 metros e 43 cm de comprimento. Está também 8,5 cm mais estreita, com 63,5 cm de largura. Seu banco fica a 65 cm do chão e a altura mínima do solo é de 13 cm.

        Com tudo isso, ficou também com o centro de gravidade mais baixo, o que também ajudou a melhorar a ciclística.

        Seu peso seco é de 229 kgs, sendo que a versão com ABS tem 6 Kgs a mais.



        O chassi continuou o mesmo: ele é do tipo berço duplo e feito de aço.
        A suspensão dianteira é garfo telescópio com curso de 11,5 cm e a traseira é duplo amortecida com 5 regulagens da tensão das molas.
        A transmissão é por eixo-cardã e não por corrente, o que a faz vibrar menos.



        O motor também é o mesmo. É um OHC (Over Head Camshaft, ou seja, com árvore de comando no cabeçote) de 745 cm ³, 4 tempos, dois cilindros em “V” de 52º com 3 válvulas por cilindro, sendo duas de admissão e uma de escape. Gera 45,5 cavalos a 5.500 rpm, tem torque de 6,5 Kgf a 3.500 rpm e a compressão é de 9,6:1. Para melhorar a queima de combustível, utiliza duas velas por cilindro.
        O pistão tem diâmetro pouco maior que o curso para dar mais torque em baixa: 79 x 76 mm.



        Tem injeção eletrônica PGM-FI e a embreagem é multidisco banhada a óleo.
        No tanque cabem 14,6 litros sendo que 3,3 litros são da reserva.
        O bonito escapamento é duplo do tipo 2x2.
        As lâmpadas do farol são de 55W para o baixo e de 60W para o alto.
        O pneu dianteiro mede 90x90x21 e o traseiro, 160x80x15.
       



freio dianteiro

        A versão com Combined-ABS (sistema de freios anti-travamento que ainda distribui a força dos freios entre as duas rodas), tem na dianteira, freio a disco com cáliper de três pistões e na traseira, disco simples. Já a versão sem ABS, tem disco com cáliper de duplo pistão na dianteira e tambor na traseira.

freio traseiro


        A chave tem um chip eletrônico e o motor só dá partida se este entrar em contato com a central eletrônica, após a chave ser colocada na ignição. Esse sistema é exclusivo da Honda e é chamado de H.I.S.S. – Honda Ignition Security System.
        A central eletrônica ECM controla todos os sensores da moto, inclusive a saída dos gases pelo escapamento.



        A ciclística da Shadow está realmente bem melhor. Mais ágil e leve.
        Achei a relação de marchas bem escalonada, tanto para andar na cidade quanto na estrada.
        A 2ª marcha é bem longa, o que permite andar no trânsito sem ter que cambiar muito, já que o torque máximo está a apenas 3.500 rpm. Dá para se esquivar bem de ônibus na cidade ou para ultrapassar na estrada sem dificuldades.

        O ruído do motor é bastante agradável, e isso é importante para quem vai viajar com a moto. Mas nesse caso, um para-brisas faz falta, e a Honda promete trazê-lo como acessório anda no primeiro semestre.



        A ignição fica atrás do motor, embaixo da perna. A mim, a chave incomoda todas as vezes que coloco os pés no chão, pois fica bem na linha da perna.

        Ela não tem pisca-alerta, item que considero importante e já deveria estar presente em todos os modelos de motocicletas.

        Apesar de o painel acima do tanque ser bonito, não gosto de ter que abaixar a cabeça para olhar o velocímetro. Quanto mais distante este for do piloto, mais seguro é, pois desvia-se menos o olhar do caminho à frente e dos retrovisores, que devem estar sempre dentro de nosso campo de visão. Mas como ela não tem conta-giros, essa frequência é menor.



        São apenas duas as cores disponíveis, mas muito bonitas: preta e vermelha metálica.

        Ela ficou R$ 1.000,00 mais barata que a versão 2010 e chegou às concessionárias este mês com o preço sugerido de R$28.880,00 (base São Paulo) para a versão sem ABS. Com o C-ABS ela custa R$ 3.000,00 a mais.






05 de janeiro de 2011


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